Page 4 - Manual da ativação da sociedade humanista
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A PROVISÃO DO HUMANISMO SOCIAL
Sobrevivência, ação profícua, sobrevivência, é o ciclo evolucionário, natural, peculiar, uniforme, periódico e crítico, estabilizado e imperceptivelmente mutante durante milhões de anos, pelo qual os organismos vivos formalizam e formatizam os atos de nascer, crescer, procriar e perecer. Esse ciclo, ao se repetir, reanima o processo denominado vida e reafirma o êxito da ação profícua supridora da essencialidade existencial dos entes vivos, com uma exceção: a da espécie humana.
O ciclo evolucionário da existência do ser humano não tem apenas a função de fazer nascer, crescer, procriar e perecer, não é caracterizado pela sobrevivência natural, peculiar, uniforme, periódica e crítica, não é repetitivo, estabilizado e imperceptivelmente mutante, não é só vital, é também vital, da vida urdida pelo “intelecto”.
Constituído com autonomia para forjar o “humano”, o intelecto engendra capacidades de inventar e reinventar “essencialidades existenciais”, de construir e reconstruir ações profícuas, de induzir artificialmente ciclos evolucionários, de reger o “evolucionário” sem objetivo preciso.
A civilização, particularmente em sua roupagem contemporânea mais publicitada, a modernidade, cujos ciclos evolucionários são chamados de “civilizatórios”, é feição existencial engendrada pelo intelecto, sem objetivo preciso.
Tal imprecisão propicia ciclos civilizatórios que restringem o acesso à modernidade, maculam a competição saudável entre indivíduos, diversificam e assemelham uns e outros, na origem.
A incompreensão desse entendimento promove insatisfação das necessidades humanas primordiais – ou necessidades humanas civilizatórias primordiais, ou necessidades primordiais, ou necessidades vitais, intelectuais, profissionais primordiais – de grande parte da população.
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