Page 48 - Manual da ativação da sociedade humanista
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Nesse grupo perfilam os grandes produtores/distribuidores de alimentos e os fabricantes de água mineral/refrigerantes, cuja cultura instintivamente dialoga com o drama das populações que passam fome e sede. A sensibilidade da fabricante/vendedora de peças do vestuário capta, automaticamente, o conflito dos maltrapilhos, dos desagasalhados, dos descamisados, dos descalços. A lucidez das grandes livrarias, universidades, cursos privados distingue a humilhação dos analfabetos, dos iletrados, dos ignorantes, dos desinformados, dos intelectualmente incapacitados. A poderosa empresa de rádio, televisão, jornal e revista disseca a eliminação desse tormento. As empresas privadas geradoras, transmissoras e distribuidoras de eletricidade conhecem a aflição dos habitantes e a estagnação do desenvolvimento nos povoados desprovidos desse produto. O laboratório farmacêutico internacional aquilata a angústia de quem não tem acesso a medicamentos. A e-empresa, ícone da sociedade civilizada, avista o atraso dos e-excluídos. A empresa de renome da construção civil compreende tudo o que falta e o que pode ser construído, com técnica precisa, onde não há nada.
Essa decisão empresarial é também estimulada pela certeza de lucro. Dentre as inúmeras vantagens, é a compensação financeira propiciada pela publicidade espontânea, criadora da “razão da convicção”, do comentário irradiante que impregna, da mensagem didática que promove corretamente, que se destaca. A divulgação do empreendimento enaltece a empresa que faz da civilização humana primordial dos desvalidos um de seus produtos. O montante investido por nove anos para alcançar a anulação das carências primordiais da porção de população é significativamente menor do que aquele exigido para obter divulgação equivalente a publicidade recebida de graça, que se mantém ativada indefinidamente, associada à porção da população beneficiada e à empresa.
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