Page 10 - Manual da ativação da sociedade humanista
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1.1.2. A Unidade de Carências
O ente que “vertebra”, caracteriza, identifica, lastreia e reproduz os paroxismos da vulnerabilidade humana, e do meio ambiente degradado, da porção de população infelicitada pelas carências primordiais, é um pobrindigente. Com diferenças antropológicas e semelhanças sociológicas, por definição, pobrindigente é o indivíduo indigente, ou quase, vital, intelectual e profissionalmente hipocapacitado, socialmente indefeso, desinformado dos próprios direitos, com cidadania estabelecida pela própria condição característica, a pobrindigência. Ele é a unidade de carências padrão motivadora da ação protocolar, identificada pelas carências do GCP1 ou, na ausência dessas, por aquelas de outro grupo.
A presença de pobrindigente em uma porção de população indica a existência de carências humanas primordiais e a presença de tais carências em uma porção de população indica a existência de pobrindigência.
O ecossistema que acolhe pobrindigentes avizinhados, constituindo comunidade, porção de população, configura uma unidade territorial de intervenção.
1.1.3. Unidade Territorial de Intervenção - UTI
O “bolsão de carência humana primordial”, ou “bolsão de pobrindigência”, açoitado pela economia insipiente, pelo desespero social, pela turbação política, é a porção de população local denominada “Unidade Territorial de Intervenção – UTI” da ação protocolar. UTI é o meio socioambiental no qual as treze carências primordiais germinam e alimentam umas às outras permanentemente; é o território em que os pobrindigentes são semeados, cultivados, crescem e se reproduzem; é o conjunto local “pobrindigentes – carências humanas primordiais – território”; é a territorialização, urbana ou rural, de pobrindigentes aglomerados ou dispersos, nativos
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